Quando eu era menino lá em Barbacena Muriaé e estava com uns 5 anos escondia as fotos de bebê de minha irmã, dizia que ela era adotada e falava para ir checar se existiam as tais fotos no álbum da família, pura maldade mesmo.
Anos mais tarde, em 2010, dia das mães e como a minha está a mais de 300km de distância resolvi troca-la em tal fim de semana por um jogo de rugby em que nem joguei, mas Serginho me representou em campo. Fui passar o domingo maternal com minha tia no subúrbio carioca “Vou catucar, eu vou catucar... vem cá gostosa que hoje eu vou te catucar...” ou “Vou comprar uma faixa amarela bordada com o nome dela e vou mandar pendurar na entrada da favela” que, por sua vez, ia com meu tio (seu marido e irmão de minha mamãe) para casa de uma irmã. Deu para entender?
Me deparei então, com o estereótipo da família carioca. Chegaram mais algumas irmãs de minha tia, que eu nem sabia que existiam, e tudo corria bem. Até que apareceu a vingança, que veio a passos de tartaruga atrasada uns 20 anos. Estávamos, Tânia e eu, ali partilhando da festinha e cada uma das irmãs de minha tia, em momentos distintos, vinha à nós conversar um pouco e sempre era a mesma coisa:
_ Tânia, a quanto tempo. A ultima vez que te vi, você ainda era um bebê. Nossa, você é a cara da sua mãe! E esse aí ao seu lado quem é? (se referindo a mim)
E isso prosseguiu a tarde toda com cada irmã de minha tia. Tânia se vira pra mim e diz:
_ É Leo, acho que você foi adotado.
_Pois é, tomara que daqui a pouco eu receba uma herança de um tio rico desconhecido que falecera.



tá vendo... o mundo dá voltas... kuHASukhKUShKUSHukSAaSKUhkSAHku
ResponderExcluirtá vendo... o mundo dá voltas... kuHASukhKUShKUSHukSAaSKUhkSAHku [2]
ResponderExcluirPutz... to ferrada se o mundo dá voltas... tb falava pro meu irmão quer ele era adotado... na verdade, dizia q foi achado na lata de lixo e meus pais adotaram por pena... que coisa mais fraterna!!hahahaha
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