segunda-feira, 21 de junho de 2010

Herbie.

Lembro quando tinha 10 anos e meu pai comprou um carro. Bem, não era nenhuma Brastemp e sim um Fusca caramelo. Foi nele que, minha irmã e eu, aprendemos a dirigir.

Minha família tem histórias particulares quando o assunto é o tal Fusca.

Um primo capotou com o de seus pais. Meu tio capotou o dele porque levava um porco que se soltou e ele muito esperto largou a direção para pegar o animal (com o carro em movimento). O de meu pai já pegou fogo, ele já o abasteceu com cachaça e, também, já estourou o para-brisas sem explicação nenhuma. Mas nada e nenhum outro Fusca barra o de meu avo, um Fusca azul quase amaldiçoado. Esse veículo já perdeu o freio comigo, meu avo já quase despencou de uma ribanceira com ele e claro, minha irmã enfiou esbarrou o Fusca em um Gol.

Estava a família reunida na casa de meus avós em um fim de semana qualquer e foram todos à missa ou à um jogo de futebol (não sei ao certo). Estacionaram o Fusca azul quase amaldiçoado entre uma árvore e um Gol e não sei porque cargas d’água Tânia foi lá manobrar o Fusca quase amaldiçoado. Vai pra frente, vai pra trás... gira o volante... vai pra frente, vai pra trás... e “pá” esbarra no Gol. Qualquer pessoa normal, neste momento, desceria para ver o que tinha acontecido e acredito que Tânia pensou em fazer até olhar para o lado e ver o dono do Gol. Ela, então, ficou ali alguns minutos segurando o volante do Fusca com toda sua força se debulhando em lágrimas.

Hoje em dia, os Fuscas foram trocados por Gols, Unos e Passats muito menos engraçados e com muito menos histórias maneiras para se contar. Acredito que isso se deve, também, ao presidente topetudo Itamar Franco que interrompeu, na década de 90, a fabricação do carro mais legal já feito no Brasil.

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